28______"PERGUNTE E RESPONDEREMOS" 316/1988_______

fício é protestantismo". "Escolhemos a desobediência aparente, mas a obe-diência real". Paulo VI foi acusado de ter aprovado não só todas as falsas re-formas pós-conciliares, mas também a ONU, "Organização maçônica, inimiga de tudo o que é católico"; terá entregue o seu anel ao arcebispo anglicano "Ramsay, leigo, maçom, herético". Enquanto o Papa "favorecia" os erros, D. Lefebvre se julgava obrigado a permanecer fiel ao que fora ensinado durante dois milênios!

A eleição de João Paulo II em outubro de 1978 provocou certa apro-ximação do fundador da Fraternidade, que nutria esperanças de ser compre-endido. Todavia D. Lefebvre nada fez para abrir caminhos: continuou a rejeitar a Declaração do Concílio sobre a Liberdade Religiosa, afirmando que o Estado tem o dever de professar a verdadeira fé e de contribuir diretamente para a difusão da Igreja Católica; professou aceitar o Concílio, contanto que fosse interpretado segundo o que D. Lefebvre chama "a tradição": por conseguinte, teriam que ser reformulados, por completo, o decreto sobre o Ecumenismo, as Declarações sobre a Liberdade Religiosa e as Religiões Não Cristãs, assim como a nova Liturgia da Missa.

Aos 31/08/1985, em vista do Sínodo dos Bispos que faria o balanço de vinte anos do Concílio do Vaticano II, D. Lefebvre enviou à Santa Sé a seguinte advertência:

"Após vinte anos de autodemolição da Igreja, é preciso deter a onda de mudanças. Todo o mal vem da Declaração sobre a Liberdade Religiosa. Esta liberdade em relação à lei de Deus é inspirada pela Declaração dos Direitos do Homem, ímpia e sacrílega, condenada pelos Papas; dessa fonte envenenada correm o indiferentismo religioso, o ecumenismo, as reformas feitas para agradar às falsas religiões, a ruína da autoridade e da moralidade".

O Encontro de Oração promovido pelo Papa João Paulo II em Assis no mês de outubro de 1986, reunindo católicos e representantes de todas as grandes correntes religiosas da humanidade, escandalizou D. Lefebvre, que assim se manifestou:

"Assis, eis o pecado público contra a unicidade de Deus, o Verbo En-carnado e sua Igreja. João Paulo II estimulou as falsas religiões a rezar aos falsos deuses... Eis um escândalo sem medida e sem precedente... é a mais abominável manifestação do Catolicismo liberal, prova tangível de que o Papa e aqueles que o aprovam, têm falsa noção de fé... Essa religião liberal de Roma conciliar se afasta sempre mais de nós".

Em 29/06/1987, D. Lefebvre realizou novas ordenações sacerdotais em Ecône, por ocasião das quais voltou à carga:

412


 
índice deste artigo
página anterior
próxima página