em especial a Liturgia renovada merecia sérias censuras da parte de Lefebvre, que afirmava: não se pode crer na presença real de Jesus na Eucaristia e comungar em pé... Professava aderir à Roma eterna e católica e recusar a Roma neo-modernista e neo-protestante. Daí a declaração:
"Sem rebelião, prosseguimos a nossa obra; atemo-nos a tudo o que foi acreditado e praticado na fé, nos costumes, no culto, no catecismo, na for-mação dos sacerdotes, pela Igreja de sempre e codificado nos livros editados antes da influência modernista do Concílio".
As críticas de Mons. Lefebvre suscitaram a inquietude da Santa Sé, que mandou dois Visitadores Apostólicos a Ecône em novembro de 1974. O fundador da Fraternidade, descontente com o fato, elaborou então uma pro-fissão de fé da sua comunidade, repetindo as críticas anteriores. Aliás, um mês antes da visita, aos 13 de outubro de 1974, D. Lefebvre escrevera: "Satã inventou as chaves, que, mediante o Concílio, introduzem a revolução na Igreja pela autoridade da própria Igreja: a liberdade (religiosa), a igualdade (colegialidade), a fraternidade (o ecumenismo, que estende a mão aos inimigos da Igreja)".
Em 1975 houve ainda dois encontros de D. Lefebvre com uma comissão de três Cardeais em Roma, presidida pelo Cardeal Garrone (encarregado dos Seminários). O diálogo de nada valeu, pois o arcebispo repetia imperturbado: "Meu modo de pensar é objetivo. Isto é evidente!" O Concílio era acusado de ter rompido com o magistério e a verdadeira tradição da Igreja, de haver instituído uma colegialidade incompreensível, de ter instaurado uma Missa onde se apagava a idéia de sacrifício, com textos novos e confusos, sem respeito à presença real de Cristo, ... de haver valorizado excessivamente o sacerdócio dos fiéis...
Em conseqüência, a Santa Sé pediu ao bispo de Friburgo, D. Mamie, que não prorrogasse o decreto de autorização da Fraternidade, que em 1970 obtivera a aprovação para funcionar durante seis anos "a título de experiência". Isto equivalia à condenação da obra de D. Lefebvre, o qual, porém, permaneceu inabalável, reiterando sempre as mesmas acusações: "Liberdade, igualdade, fraternidade contra a autoridade de Deus e toda autoridade = mi-to sangüinário e imoral".
Em 1976 a situação se agravou. Apesar de explícita admoestação de Paulo VI, D. Lefebvre ordenou sacerdotes aos 29/06/1976; na Missa respectiva pronunciou uma homilia, que foi como que um Manifesto:
"Pedem-nos que não ordenemos estes candidatos... que dirão a Missa de sempre, a Missa da tradição, a que São Pio V prescreveu para sempre.
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