Marcel estudou no Colégio do Sacré-Coeur de Lille; após o que entrou no Seminário e foi enviado a Roma (Seminário Francês), onde permaneceu de 1923 a 1930. Foi ordenado sacerdote em 1929, e ingressou na Congregação dos Padres do Espírito Santo. Na Universidade Gregoriana, sofreu grande influência de um antigo professor, o Pe Louis Billot S.J., que em 1911 foi feito Cardeal; este mestre era simpatizante da chamada Action Française, movimento francês altamente nacionalista, contrário à democracia parlamentar e favorável à monarquia hereditária; em 1926 o Papa Pio XI condenou a Action Française, pois esta queria apoiar suas teses sobre o Catolicismo; a condenação levou o Cardeal Billot a renunciar ao Cardinalato e a retirar-se para uma casa de Noviciado da Companhia de Jesus, onde morreu tranqüilamente. Marcel Lefebvre absorveu idéias de Louis Billot, que rejeitava o liberalismo como sendo "a heresia por excelência após o modernismo", heresia que levaria os cristãos a destruir a imutabilidade dos artigos de fé. As idéias de Billot, corroboradas pelo Pe. Le Floch, Superior de Lefebvre durante os anos de formação e adversário do "modernismo democrático", estruturam o pensamento do jovem estudante para o resto da vida.
No início do seu ministério sacerdotal, o Pe. Marcel foi mandado para o Gabão (África), onde exerceu intensa atividade missionária até 1945. Passou dois anos (1945-47) na França, e voltou à África (Dakar). Seu zelo apostólico ocasionou sua nomeação para Vigário Apostólico e, depois, Arcebispo de Dakar, onde ficou até 1962. Nesta data deixou a sé arquiepiscopal e voltou à França. A razão por que D. Lefebvre se retirou da África, é que o prelado se mostrara contrário à instituição de uma hierarquia episcopal africana ou à "africanização da Igreja"; parecia-lhe que à França competia uma missão civilizadora e evangelizadora, da qual não podia abrir mão; ciente disto, o Presidente Leopoldo Senghor, do Senegal, católico, pediu à Santa Sé que retirasse da África D. Lefebvre — o que foi feito. Na França o prelado foi posto à frente da diocese de Tulle, mas pouco depois, aos 29/07/1962, o Capítulo Geral da Congregação dos Padres do Espírito Santo o elegeu Superior Geral. Como tal, participando do Concílio do Vaticano II (1962-1965).
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