básica — religiosidade que tern suas expressões espontâneas: a oração como reconhecimento de que "toda boa dádiva vem do alto" (cf. Tg 1,17) e o je-jum, símbolo de purificação do coração. — Precisamente para evitar toda aparência de sincretismo religioso, não houve uma fórmula única de oração, mas cada grupo rezou a seu modo em presença dos demais.
Sem dúvida, um tal Encontro de Oração jamais teria sido promovido pela Igreja Católica em épocas passadas; as idéias inspiradores do mesmo, embora sejam autenticamente católicas, só vieram à tona em nossos dias, catalisadas pela consciência de solidariedade e o anseio de paz que, mais do que nunca, animam os homens de hoje.
A propósito já foi publicado um artigo em PR 264/1982, pp. 362-377. D. Lefebvre se escandaliza de que o altar esteja voltado para os fiéis, a Ora-ção Eucarística seja dita em voz alta, a Comunhão seja distribuída na mão (a quem o queira), as orações sejam proferidas em vernáculo. Baseia sua re-pulsa na Tradição. . . Eis, porém, que segue uma tradição curta, que tem poucos séculos, como diremos mais adiante; retrocedendo para além desses poucos séculos, o estudioso verifica que a Reforma Litúrgica, em muitos ca-sos, não foi senão uma volta à pureza das fontes mais antigas e originais da S. Liturgia. Esta sempre foi celebrada como oração pública, da qual o povo de Deus deve respeitosamente participar.
É certo, porém, que houve (e ainda há) abusos lamentáveis, que con-correm para que alguns desdenhem a nova Liturgia. A Santa Sé tem-se em-penhado por coibir tais males, consciente de que abusus non tollit usum.
1. Numa apreciação final, notemos ainda:
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