Verdade é que algumas destas idéias, com vocabulário próprio, reapa– recem no modo de pensar de teólogos contemporâneos, mas deve-se notar que estes não representam a mente da Igreja como tal. Ao contrário, têm sido sucessivamente chamados à ordem tanto pelo Papa, diretamente em suas Encíclicas, quanto pela Congregação para a Doutrina da Fé; sejam mencio– nadas, entre outras, as Instruções sobre a Teologia da Libertação publicadas respectivamente em 1984 e 1986.
Quem leia atentamente os documentos oficiais da Igreja, verifica que fazem eco à Tradição, procurando com fidelidade adaptá-la às circunstâncias contemporâneas, quando isto se faça necessário.
A propósito observemos, seguindo a trilha mesma oferecida pelo S. Padre João Paulo II em seus discursos:
1) Existe uma unidade fundamental na família humana decorrente do fato de que
— todos foram concebidos em Cristo e remidos pelo mesmo sangue do Senhor
Esta unidade é mais básica e forte do que as diferenças de raça, cultura e até de religião. Ora à Igreja toca a missão de ser "o sacramento da íntima união dos homens entre si e com Deus" (Constituição Lumen Gentium nº 1). Ela há de ser o fator de superação das diferenças, a fim de constituir o único Povo de Deus, ao qual todos os homens são chamados.
Tal missão da Igreja se desempenha normalmente mediante evangelização, diálogo e oração. Em Assis assumiu nova modalidade: encontraram-se homens de Credos diversos, mas unidos pela mesma religiosidade natural e
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