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| Cenáculos |
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P. Emílio Scheid, ofm (S.Sepulcro) |
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Cenáculo, seja por meio dos papas seja por meio dos Governos Catgunda, "Nuper carissimae", endereçada ao mundo católico, o papa comunica a aquisição do Cenáculo do Senhor, da Capela, na quel o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos e da outra Capela, na quqal o Cristo Ressuscitado apareceu aos apóstolos, presente Tomé. A rainha Sância de Nápolis fez construir para os franciscanos um convento anexo ao Santuário. Infelizmente, o direito de posse do Cenáculo com seus anexos não foi respeitado nem pelos hebreus nem pelo muçulmanos. Houve progressiva usurpação. Os hebreus, já que tinham perdido o templo, sempre tinham os olhos fitos na tal chámada tumba do reiDavi, localizada debaixo da Capela do Cenáculo Santo. Tendo montado um estratagema diabólico com vistas de se adonarem da dita tumba, instigaram os muçulmanos a servirem de intermediários. De fato, em 1452, os muçulmanos apoderaram-se da Capela (tumba de Davi) e transformaram-na em mesquita, sem dar satisfação aos hebreus que ficaram a ver navios. Umavez donos por usurpação da tumba de Davi, transformada já em mesquita, exigiram a demolição da Capela do Cenáculo, porque uma mesquita não podia ficar debaixo de uma igreja cristã. |
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Mas não ficou por aí.
Os frades continuaram a ser molestados, espezinhados. Desta vez, motivos religiosos-islâmicos entraram em jogo:
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26 DE MERÇO DE 1936: Retorno ao Cenáculo
Dia de júbilo e de glória! Depois de quatro séculos de forçado e penoso exílio,os franciscanos - na Terra Santa chamados "Frades da Corda" - retornam para inaugurar festivamente o novo Santuário e o novo convento,construídos ao lado do antigo Cenáculo. A história da Custódia da Terra Santa é uma história de lutas e vitórias,martírios e triunfos, humilhações e exaltações, lágrimas e alegrias. naquela manhã primaveril de 26 de março de 1936, tudo era um cântico de vitória e exultação! Presidiu a cerimônia litúrgica da Bênção do Santuário e do Convento S. Francisco o Patriarca Latino de Jerusalém, Luiz Barlassina. Na sua alocução interpretou a alegria geral de todo o mundo católico por essa fausta ocorrência e teve palavras de elogio pelo infatigável trabalho da Custódia da Terra Santa em prol dos Lugares Santos. |
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Guerra de 1948 Noite triste a de 30 de maio, quando cinco venerandos frades tiveram que abandonar o convento e o santuário. Quem pode imaginar o estado de alma deles? Desta vez, porém, o exílio durou apenas quatro anos. Depois de seguidas e frustradas tentativas, somente em 1952, os frades puderam voltar. Alegria incontida! Desde 1948, ou seja, desde a guerra contra os árabes, o antigo Cenáculo passou, igualmente por usurpação, ao poder dos ocupantes hebreus. Diz o adágio: "Ladrão que rouba de ladrão tem cem anos de perdão." Será mesmo? |
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Restauração do Cenáculo As autoridades civis israelitas não se interessaram, pela conservação o boa manutenção do Cenáculo. Deixaram-no entregue "ao deus-dará". Mesmo durante a longa administração municipal (28 anos) do prefeito de Jerusalém, T. Kollek, benévolo aos cristãos, o Cenáculo ficou em completo abandono. Finalmente, o sacerdote italiano Luigi Maria Verzé, administrador do hospital S. Rafael de Milão, financiou a restauração dando vultosa importância às autoridades civis israelitas. Infelizmente,a restauração não foi bem feita. Na inauguração, realizada no dia 4 de abril de 1996, Quinta-Feira Santa, estavam presentes o ex-prefeito de Jerusalém, o sr. T. Kollek, representantes dos Patirarcados greco e armeno, do Ministério de Culto e o rabino Rosen. Dos franciscanos, total ausência! Não foram convidados? Foram. Por que não compareceram? Aonde se viu convidar o proprietário, o dono da festa, para inaugurar uma reforma feita na sua própria casa? Não é um contrassenso, uma gafe protocolar sem tamanho? Durante séculos, os franciscanos vêm reclamando, em vão, a restituição do Cenáculo, seja por meio dos papas seja por meio dos Governos Católicos. O direito de propriedade do Cenáculo cabe unicamente aos franciscanos em virtude da compra e doação feitas pela Coroa de Nápolis aos Frades e em virtude das duas Bulas do papa Clemente VI. Por isso, os franciscanos, mesmo despois da usurpação, não cessaram de reclamar a propriedade; e somenteles - e não outras confissões religiosas - vêm realizando ali publica e comunitariamente alguns atos de culto.
"Res clamat ad dóminum!"
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Created / Updated Saturday, March 28, 1998 at 19:25:32 by John Abela ofm for the Maltese Province and the Custody of the Holy Land This page is best viewed with Netscape at 640x480x67Hz - Space by courtesy of Christus Rex |